|
||||
|
ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DE PINDAMONHANGABA |
||||
|
ANO 2 - N° 22 SETEMBRO 2003 |
-
EDITORIAL Ao fim de dois anos de muito aprendizado, termino minha gestão na direção da APEAAP com uma pacífica recondução ao segundo mandato, dentro daquilo que determina nosso estatuto.
Não me cabe avaliar o que foi feito, para isto a APEAAP está preparando uma pesquisa rápida, e que pode inclusive ser respondida de forma anônima. Vamos aproveitar a pesquisa também para traçarmos as metas dos próximos dois anos.
Gostaria muito que todos, associados contribuintes ou não, dessem seus pareceres, de forma sincera e direta, tanto sobre o que foi feito, como sobre oque deveremos fazer a seguir.
Sinto muita gratidão por ter tido a maravilhosa oportunidade de liderar uma entidade tão importante e distinta. Para mim, só a recondução ao cargo, da forma como ocorreu, já é uma avaliação com resultado positivo.
Do fundo do coração, agradeço a minha família, por ter me apoiado nessa jornada, agradeço à Silvia Rios, que com 99% de transpiração, completou o meu 1% de inspiração, agradeço ao meu amigo, padrinho e guru Geraldo Querido, que lá em 1985 me arrastou (contra a minha vontade) para dentro da associação e agradeço à diretoria que esteve sempre presente com seu apoio incondicional.
Por fim agradeço a todos os profissionais do setor tecnológico, associados, amigos, parceiros e colaboradores que de alguma forma compartilharam conosco essa experiência de crescimento.
Jorge Ricardo Baruki Samahá/ jorgesamaha@terra.com.br
ARTIGO Quem são os Heróis?
É comum vermos nas épocas de chuvas intensas as equipes de resgate e o Corpo de Bombeiros correndo para áreas de risco para salvarem desabrigados, desalojados e demais vítimas das chuvas.
São centenas de pessoas que perdem suas casas por conta dos deslizamentos e dos alagamentos que acontecem nessas épocas.
A televisão mostra com freqüência ocorrências desse tipo nos primeiros meses do ano e nos demais meses alguns casos graves de incêndio e de desabamentos, sempre com vítimas a lamentar.
Os “heróicos soldados do fogo” e os “valentes homens do Corpo de Bombeiros” são os títulos que usam para homenagear esses dignos profissionais que trabalham à exaustão nessas ocasiões.
Esses fatos já são rotinas na nossa vida. Vêm as chuvas, depois os deslizamentos, desmoronamentos, desabamentos, alagamentos, incêndios e na seqüência o salvamento pelos heróicos médicos, paramédicos, profissionais da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das equipes de resgate.
Mas de fato quem são os heróis?
Não paramos para pensar em todas as catástrofes advêm do mau uso da tecnologia e da falta de aplicação da tecnologia. Tanto os deslizamentos, quanto nos alagamentos, ocorrem em áreas de ocupação desordenada onde o Poder Público, responsável pelo ordenamento, faz vista grossa e sempre promete “agir com rigor” contra as ocupações quanto está sob os holofotes e depois...o esquecimento.
A falta da engenharia, da arquitetura e da engenharia agronômica, é a gênese das catástrofes.
Cultuamos os heróis que socorrem os danos advindos do efeito e nos esquecemos dos heróis que certamente eliminariam a causa. A sociedade paga muito mais caro o cuidado com o efeito do que pagaria se cuidasse da causa.
Quando vemos viaturas, com luzes multicolores e sons estridentes não associamos que se o engenheiro, o arquiteto e o engenheiro agrônomo tivessem sido acionados antes não haveria a necessidade desse e de tantos outros socorros.
Nós temos que nos convencer que heróis são os profissionais que trabalham para que o risco seja minimizado e que as catástrofes se tornem história do passado.
Não precisamos tirar o título de heróis das equipes de salvamento para atribuir aos profissionais das áreas tecnológicas, tão honroso título. O que precisamos é dar mais valor àqueles que com seu trabalho evitam o mal e diminuem as ações do salvamento.
Precisamos convencer as autoridades que só coma presença de engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos é que se podem promover assentamentos seguros em áreas seguras, longe das áreas de riscos, das várzeas e dos mananciais. Só com as categorias técnicas e tecnológicas trabalhando podemos evitar e até eliminar os tais riscos e poupar preciosíssimas vidas humanas que se perdem nesses eventos fatídicos.
Então, os verdadeiros heróis são os que antevêm a causa, eliminam o efeito e proporcionam a melhor qualidade de vida que todos almejamos para o nosso povo. Então, os heróis são os engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos que sabem como evitar a doença praticando o saneamento, o risco, praticando a ação preventiva, o incêndio aplicando a correta tecnologia da prevenção contra incêndio e assim por diante.
Então, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo – CREA-SP , que é a Autarquia Federal que cuida da fiscalização do Exercício Profissional também deve ser cultuado como entidade heróica, pois existe apenas para salvaguardar a sociedade.
Enfim, devemos nos convencer e depois convencer a sociedade que verdadeiramente a Instituição heróica é o CREA-SP e que os engenheiros, arquitetos e engenheiros agrônomos, estes sim, são os VERDADEIROS HERÓIS!!!!!
Eng.º Jair Sanches Molina - 2º Vice-presidente do CREASP
CURSOS CURSO DO CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros estará realizando entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro, curso sobre a IT 01 e Cálculo Hidráulico de Hidrantes. O curso acontece na Apeaap e as vagas são limitadas.
Curso de Extensão Cultural
A APEAAP em parceria com a Alfabete está criando o Curso de Extensão Cultural – “Redação e Gramática aplicada aos Textos”. Para formar as turmas serão necessários no mínimo 15 alunos. Os interessados deverão entrar em contato com a secretaria da APEAAP pelo telefone 242-1801.
Aniversários - OUTUBRO Dia 03 - Eng. Alexandre Simões de Carvalho e Freitas
Dia 06 - Eng. José Mauricio Sales de Abreu
Dia 13 - Eng. José Ricardo Pereira de Morais
Dia 15 - Arq. Marcelo Leite
Dia 18 - Eng. Luciano Ricardo Marcondes da Silva
Dia 24 - Arq. Tania Maria Franco Leite Amaral.
Dia 25 - Eng. Luiz Panplin Ladines
Dia 26 - Arq. Paulo Amadei Usier
Convênios A associação mantém convênios com diversas entidades e profissionais da cidade. Confira a lista na secretaria.
COPIADORA LOURENÇO
Desconto de 50% em plotagem
Rua Prudente de Moraes, 73 - sala 15 - Tel.: 242-3345
della via pneus pirelli
www.dellavia.com.br
E-mail: l36@dellavia.com.br
Tel.: 3648-5486 / 3648-5635
Prev-Odonto
Rua Oswaldo Cruz, nº 75 – Vila Bourguese/Pinda
Tel.: 242-2914
Eleição 2003
No último dia 6 de agosto a Apeeap realizou a eleição da nova diretoria para o biênio 2003/2005. A eleição contou com a participação de apenas uma chapa, que estará dando continuidade aos trabalhos iniciados em 2001. Prefeitura faz trabalho de Geoprocessamento
Com o objetivo de atualizar os dados cadastrais dos imóveis da cidade e dar início ao Plano Diretor a Prefeitura de Pindamonhangaba, deu início em 2002 ao trabalho de Geoprocessamento, realizado pela empresa Geoplan, de Porto Alegre.
Flávio Peregrina, diretor da Geoplan
Segundo Flávio Peregrina, diretor da Geoplan, o interesse da cidade por esse trabalho surgiu em outubro de 2001, quando o prefeito Vito Ardito Lerario e seus assessores estiveram em Porto Alegre e conheceram os benefícios desse sistema.
Todo o trabalho é realizado a partir do aerolevantamento, para comparar o mapa da cidade com a atual situação, gerando assim, a cartografia digital, que são fotos aéreas de diferentes pontos da cidade. Através das fotos, os dados atuais da cidade são transportados para o Geopro-cessamento. Um novo mapa da cidade começa a ser desenvolvido a partir do IGPS – Sistema de Posicionamento Global, feito através de coordenadas precisas. O diretor lembra, que esse tipo de sistema ficou muito conhecido durante a Guerra do Golfo.
De acordo com Flávio, a medição das coordenadas também é feita em terra, com o auxílio dos técnicos da empresa.
Principais benefícios
Para o diretor um dos principais benefícios deste trabalho é o aumento de arrecadação da cidade, a partir de um melhor controle cadastral. “Existem muitos imóveis não-cadastrados na prefeitura, que acabam deixando de pagar os impostos. Depois de implantado todo o trabalho, isso deixará de existir”, explica Flávio. Ele também destaca a facilidade na fiscalização, já que através das fotos, o trabalho será facilitado.
Outro fator de extrema importância é a produção do Plano Diretor da cidade, que muito auxiliará na liberação de novas construções. “Para novos empreendedores, o plano estará ajudando no sentido de poder mostrar ao novo investidor as áreas destinadas às construções comerciais e residências”, explica. Dessa forma, a cidade poderá ser melhor estruturada.
Segundo o diretor da Geoplan, a implantação do projeto está com cerca de 70% terminada. Depois de implantado o projeto na área urbana, a prefeitura deverá implantá-lo também na área rural.
Para Flávio, Pinda-monhangaba está dando um grande salto com a implantação desse projeto, que na sua opinião, será uma tendência natural de todas as prefeituras. A Secretaria de Planejamento, sob o comando do engenheiro Marcos Guerrero, é a responsável pelo o acompanhamento do projeto.
A Geoplan trabalha com cerca de 20 profissionais, divididos entre os vôos para a realização das fotos, a equipe de escritório e a equipe de terra.
Palestra aborda novas tecnologias em iluminação
A Apeaap realizou no último dia 5 de agosto, palestra com as empresas Tecnowatt Iluminação e Rio-Tech – Engenharia Eletrometalurgia e Projetos. A palestra foi realizada no Colonial Plaza Hotel e reuniu profissionais de diversas áreas. O primeiro tema destacado na palestra foi “Iluminação – Conceitos e Aplicações”, com o palestrante Emerson Ferreira Cardoso. Após o coffee break, o engenheiro Carlos Eduardo dos Santos, abordou o tema “Customização nos Sistemas Elétricos”.
O técnico da Tecnowatt falou sobre luz, grandezas e unidades de iluminação, unidade de luminância, temperatura de cor, tipos de lâmpadas elétricas e suas utilizações.
De acordo com Emerson, um projeto bem idealizado de iluminação pode fazer diferença no consumo final de energia. Segundo o técnico, mesmo na iluminação residencial é preciso ter cuidado na hora de escolher o tipo de lâmpada que será utilizada. “As lâmpadas fluorescentes são mais eficientes e têm vida útil maior”, explicou.
Já na palestra sobre Customização nos Sistemas Elétricos, o engenheiro explicou como a Rio-Tech trabalha, desenvolvendo produtos para sistemas elétricos, entre outros, que podem ser utilizados na construção civil.
O presidente da Apeaap agradece o apoio de Sebastião Gomes, da Tecnowatt, que muito se empenhou para a realização do evento.
FIQUE POR DENTRO Legalização de residências unifamiliares
A Prefeitura Municipal comunica a todos os profissionais de engenharia e arquitetura que para a legalização de residências unifamiliares em situação irregular, a prefeitura estará expedindo um Alvará de Conservação, conforme Lei Municipal nº 4.016, de 25 de abril de 2003.
Art. 1º - A Prefeitura de Pindamonhangaba poderá expedir alvará de conservação de imóveis residenciais em situação irregular, até a data de publicação do Plano Diretor do Município.
Art.2º - O imóvel atenderá as condições de habitabilidade, higiene e segurança, observadas as seguintes restrições:
I - abertura de ventilação e iluminação a uma distância mínima de 1,00 m (um metro) da divisa com o prédio vizinho.
II – percentual de ocupação máximo da área do terreno igual a 80% (oitenta por cento).
III – compartimentos com as seguintes áreas mínimas:
a) domitórios: mínimo de 6,00m2 (seis metros quadrados), não tendo qualquer dimensão linear inferior a 2,00m (dois metros);
b) salas: mínimo de 6,00 m2 (seis metros quadrados), não tendo qualquer dimensão linear inferior a 2,00 (dois metros);
c) cozinha: mínimo de 4,00 m2 (quatro metros quadrados), não tendo qualquer dimensão linear inferior a 1,80 m (um metro e oitenta centímetros);
d) banheiros: mínimo de 2,00 m2 (dois metros quadrados), não tendo qualquer dimensão linear inferior a 1,00 m (um metro);
e) corretores internos e escadas: largura mínima de 0,80 m (oitenta centímetros);
IV – pé-direito com altura mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros);
Art. 3º - Não impede a expedição do alvará de conservação:
I – a existência de edificação sobre a área de recuo frontal obrigatório;
II – a abertura de porta de dormitório para cozinha ou copa;
Art. 4º - São condições para a expedição do alvará de conservação para imóvel residencial em situação irregular:
I – a pessoa, a ser beneficiada (proprietário) pelo alvará, deverá ter a posse mansa e pacífica do imóvel, em razão de título legalmente reconhecido, tais como: propriedade, promessa de compra e venda, cessão de direitos, partilha judicial;
II – requerimento acompanhado de planta baixa do imóvel (escala 1:100) e locação (escala 1:200), em cinco vias, com quadro de informações (modelo anexo), assinado pelo profissional e pelo beneficiário (proprietário);
III – laudo técnico atestando as condições de habitabilidade, higiene e segurança do imóvel, assinado pelo mesmo profissional executor da planta.
Parágrafo único – O responsável técnico referido nos incisos supra, deverá ser legalmente habilitado pelo CREA e exibir ART (anotação de responsabilidade técnica) atual, com a devida autenticação bancária.
Pindamonhangaba, 25 de abril de 2003.
TABELA DE HONORÁRIOS
ALVARÁ DE CONSERVAÇÃO
De 000m² até 070m² = R$ 0.473,76
De 071m² até 120m² = R$ 1.065,84
De 121m² até 150m² = R$ 1.469,76
De 151m² até 200m² = R$ 1.776,48
De 201m² até 250m² = R$ 2.684,16
|