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Um dos
mais célebres bandeirantes, viveu no
século XVII. Era genro de Fernão
Dias. Participou da grande bandeira
chefiada pelo sogro e organizada
com o objetivo de encontrar
esmeraldas. Fernão Dias,
pressentindo que iria morrer,
confiou a Borba Gato os destinos da
expedição. Além dessa, chefiou
outras bandeiras, de 1680 a 1700,
vivendo praticamente nas selvas.
Seu
nome está ligado ao descobrimento
das minas de Sabará e ao
desbravamento das terras próximas ao
Rio das Velhas. |
O rei de
Portugal enviara ao Brasil Dom Rodrigo
Castelo Branco, fidalgo espanhol, para
que inspecionasse as minas de ouro,
sobre as quais a metrópole se julgava
com direito.
Encontrou-se o enviado do rei com o
bandeirante, houve alteração entre eles,
pois que ambos possuíam gênio impetuoso.
Dois pajens de Borba Gato, presenciando
a violência da discussão e temendo pela
vida do sertanista, acabaram por matar o
fidalgo espanhol. Borba Gato foi
responsabilizado pelo assassinato e
obrigado a refugiar-se no sertão. Foi
recebido por uma tribo que habitava as
imediações do Rio Doce. Os índios
dispensaram-lhe grandes hospitalidades,
proporcionando-lhe uma vida de relativa
tranqüilidade. Avançando em idade, pediu
à sua família, em São Paulo, que
intercedesse junto ao governador no
sentido que seu nome fosse reabilitado.
Como compensação, ele se comprometia a
revelar a localização das minas de ouro
que descobrira.
Sua
proposta foi recebida pelo governador e
o bandeirante pôde retornar ao convívio
dos seus familiares. Ainda mais, o
governador nomeou-o Tenente General da
região das minas, com a função de
recolher para a metrópole os quintos de
ouro, conforme mandava a lei. E assim,
Borba Gato pôde terminar seus dias em
paz, depois de uma vida de sacrifícios e
dissabores. Tão aventurosa foi sua
existência que seus feitos tornaram-se
lendários, proporcionando ao povo a
criação de inúmeras e interessantes
estórias.
Nome
completo: Manuel de Borba Gato |
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