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Coluna Papo Sobre Rodas - Test-Drive Citroen C4
24/08/2010 - 15h07 (Marco Túlio Bianchi Furtado)

Desta vez, sobrou “pro” cunhado! Também... quem mandou me avisar do carro novo?! Assim, mais um francês junta-se à frota do Papo Sobre Rodas. Depois do Peugeot 307 (primo do C4) e do Citroen C3 (irmãozinho do mesmo), me cai nas mãos mais um hatch estiloso e bom de dirigir.

O carro do Natan é um C4 GLX 1.6, que veio com rodas (opcionais) de liga-leve aro 16, calçadas com pneus 205/55 R16. Devo dizer que o pacote “básico” já vem recheado de equipamentos, como: dois air-bags frontais, ABS + REF (repartidor eletrônico de frenagem) + AFU (auxílio à frenagem de urgência), faróis com regulagem elétrica, retrovisores e vidros (todos) elétricos, ar condicionado com saída independente para o banco de trás, computador de bordo, volante multifuncional com regulagem de altura e profundidade, porta-luvas refrigerado e iluminado, limitador e regulador de velocidade e outros mais.

Além disso, como de praxe nos Citroen, vem de série algumas modernices (mimos, diriam alguns), tais como volante com miolo fixo, painel digital com quatro mostradores e o design inconfundível das duas meias-luas formando o capô e o teto. Honestamente, o design funcionou melhor do que no C3, pois o C4 é mais baixo e comprido, principalmente a frente, soando menos exótico. Aliás, entre os irmãos, C4 Pallas, C4 Picasso e C4 Grand Picasso, e mesmo o VTR (duas portas), o hatch é o mais harmonioso e bonito,

Bom, como sempre antes de sair com o carro, gosto de entrar e tentar aprender rapidamente como funcionam as coisas, pelo menos o mínimo para que eu não perca a atenção enquanto estiver dirigindo. Vejamos: regulagem dos retrovisores e dos vidros elétricos nas portas, alavanca de câmbio bem posicionada, banco regulável em altura, boa posição do volante e pronto, vamos lá!

   
Ao ligar o carro, acendem-se os painéis e tudo fica bem colorido e informativo. Só que é bom consultar essas informações quando estiver totalmente parado, pois as mesmas não ficam em frente o motorista, e sim na parte de cima do console, sob as saídas centrais de ar.

Na verdade, o velocímetro também fica deslocado para o centro do painel, bem no alto. Não compromete a segurança e nem a visão, mas há algo mais lógico do que o painel em frente ao motorista? Acho que não.

Como começamos rodando em ruas de paralelepípedo, pude notar que o carro roda macio, filtrando bastante as irregularidades e transmitindo poucas vibrações para o interior. Para efeito de comparação, Natan usa o GPS no mesmo lugar que em seu carro anterior, um VW Fox 2008; é notável como o suporte do aparelho não faz o mínimo barulho, característico desses dispositivos plásticos. No Fox, parecia uma batedeira.

Mesmo o carro sendo suave, ele tem muito boa estabilidade, característica dos franceses, então pode-se acelerar o motor 1.6 16V sem sustos. O câmbio é bem macio e escalonado, não muito longo, e isso possibilita boas retomadas em última marcha. Nessas horas, dá um pouco de saudade do câmbio do Fox, que é muito mais preciso, embora no restante, não haja comparação. O C4 parece soprar no seu ouvido: “Você subiu de nível, amigão...”. O acabamento é requintado, os bancos são macios e, juntamente com seus equipamentos incomuns (painel e volante, principalmente), formam um ambiente muito confortável e exclusivo. O volante e o banco possuem regulagens bastante amplas, então fica fácil encontrar uma posição adequada. A direção não é tão rápida quanto a do New Civic, mas o volante tem o tamanho e o peso adequados. Quanto ao miolo fixo, no pouco tempo que passei com o carro, não me atrapalhou em nada. Em suma, é um carro muitíssimo agradável de dirigir.

Um fator determinante para boa estabilidade de um automóvel é a adequada distribuição das massas por todo o carro. Em outras palavras, muito peso na dianteira ou na traseira prejudica o equilíbrio do carro. No caso do C4, seu motor bem recuado, praticamente sobre o eixo dianteiro (como se vê na foto), ajuda bastante na sua dirigibilidade. No antigo Citroen ZX, já havia esse cuidado da montadora em instalar o motor bem próximo do centro do carro, ajudando também na aerodinâmica, podendo, inclusive, montar um capô bem baixo.

A categoria de hatchs médios onde está o C4 é uma das mais recheadas do mercado, contando com opções já meio datadas (Astra e Golf, por exemplo) e outras mais modernas (Focus e i30) passando por 307, Tiida e outros. Dentre todos esses, o C4 se destaca principalmente pelo estilo, exclusividade e equipamentos de série. Se esses são fatores importantes na sua escolha, este é o seu carro!

Até a próxima!

"Todo conteúdo dessa coluna é de inteira responsabilidade do autor".
 


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