FACEBOOK ORKUT YOUTUBE VIMEO BLOG FEEDS FLICKR TWITTER NEWSLETTER Portal Agora Vale
 
REGIÃO
COMÉRCIO
NOTÍCIAS
CANAIS
GRIFE
COLUNAS
ENTRETENIMENTO
BLOGS
FOTOS
SERVIÇOS
ESPECIAIS
PARCEIROS
CRIAÇÃO DE SITES
NEWSLETTER
CONTATO
-
Coluna Falando de Trova, por José Ouverney
02/09/2010 - 15h42 (José Ouverney)

CURIOSIDADES NA TROVA!

Adalberto Dutra de Rezende foi um grande trovador, um grande chefe de família, um grande advogado. Faleceu em 1999, exatamente no ano em que, ironicamente, sua filha, a médica Marilúcia Rezende, de São Paulo, tornava-se “Magnífica Trovadora” em Nova Friburgo.

A folha de serviços prestados por Adalberto à Trova é enorme. Foi ele, por exemplo, que instituiu os I Jogos Florais em Bandeirantes/PR, em 1965. Posteriormente, em São Jerônimo da Serra, realizou vários concursos. Bem, mas o intuito, hoje, é revelar um lado curioso de sua passagem como advogado.  Segundo consta no livro “A Trova no Brasil”, de Aparício Fernandes, uma vez o dr. Adalberto foi defender um assassino. Para comover os jurados, saiu-se com esta:  -“Senhores jurados, olhem para este infeliz! Cada vez que o visitava na cadeia, ele me recebia em prantos! Um dia, lançou-se de joelhos aos meus pés, soluçando como uma criança. À noite, não pude conciliar o sono. Pensando nos senhores, que hoje estariam julgando este desgraçado, relembrei os exemplos de generosidade que nos foram dados até mesmo por guerreiros famosos, implacáveis no campo da luta, mas que sabiam também ser misericordiosos. Com efeito, Napoleão Bonaparte dizia: “Ser derrotado é como morrer. E não se deve matar o inimigo duas vezes. Por isso, após derrotá-lo, deixai-o ir-se!”  Alexandre, o Grande, - ah, o grande Alexandre! - costumava alertar os seus soldados contra os julgamentos precipitados: “Não condeneis o inimigo, se puderdes transformá-lo num amigo!”  Júlio Cesar.....   O Almirante Tamandaré.......

Foi quando Aparício lhe perguntou: - Mas eles disseram isso mesmo?

E o Adalberto:  “Claro que não! Era tudo invenção, mas o importante é que os jurados começavam a se comover. Foi quando me ocorreu uma idéia genial. Deixando os guerreiros, enveredei pelos santos, cujos exemplos de indulgência foram muito mais freqüentes. Depois de citar São Tomás de Aquino e outros, lembrei-me do Padroeiro dos Trovadores e concluí, dramaticamente, minha oratória:     - Senhores jurados: até São Francisco de Assis, que foi santo e poeta, nos legou, entre outras poesias, esta trova magistral, cujo original, manuscrito, é uma sagrada relíquia que pode ser vista na igreja de Curvelo/MG, onde é pároco o meu amigo Padre Celso de Carvalho:

“Ao julgardes os humildes,
não o façais com rigor,
porque estais sendo julgado
ante os olhos do Senhor.”

O réu foi absolvido.  Mas a trova não era de São Francisco de Assis e sim do próprio Adalberto Dutra de Rezende, publicada em seu livro “Cantigas do Meu Caminho”. Quanto ao Padre Celso de Carvalho, de Curvelo, entrou na história apenas por associação de idéias, uma vez que era também um grande trovador...

José Ouverney
www.falandodetrova.com.br
(cadastre-se no mais completo site de trovas da Internet)

"Todo conteúdo dessa coluna é de inteira responsabilidade do autor".
 


::: Desenvolvido por CMC Multimídia (12) 3645-2300 :::
::: Copyright 2001-2010 - CMC Multimídia - Todos os direitos reservados :::