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Comandante do 2º Batalhão de Engenharia de Combate |
Pindamonhangaba (SP) - O 2º B E Cmb foi criado pelo Decreto Reservado nº 21.134-A, de 15 de maio de 1946, totalizando 55 anos de atividades.
Herdeiro das tradições de bravura dos bandeirantes, a unidade tem como patrono Manuel da Borba Gato, que notabilizou-se na história nacional como bandeirante e chefe de expedições de 1680 a 1700; desbravando selvas, alargando as fronteiras e descobrindo inúmeras jazidas de ouro e pedras preciosas na região das minas.
Em homenagem a essa existência venturosa, da qual muitos fatos tornaram-se lendários, o 2º B E Cmb recebeu a denominação histórica de "Batalhão Borba Gato".
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A 27 de junho de 1990, o então Ministro do Exército, por meio da Portaria nº 542, concedeu ao 2º Batalhão de Engenharia de Combate a denominação histórica de BATALHÃO BORBA GATO e o respectivo Estandarte Histórico. |
MANUEL BORBA GATO foi um dos bandeirantes que, ao enveredar pelo interior do país, possibilitou a expansão das fronteiras do Brasil para o Oeste. Também foi um dos célebres bandeirantes do século XVII. Seu nome está ligado ao descobrimento das minas de SABARÁ e ao desbravamento das terras próximas ao rio das Velhas.
Assim, como um bandeirante, a atuação do 2º Batalhão de Engenharia de Combate extrapolou os limites do Vale do Paraíba. Ao longo de sua existência, o Batalhão Borba Gato marcou presença na Serra do Mar, na Serra da Mantiqueira, no Vale do Ribeira, no Litoral Norte Paulista, no Litoral Santista, no interior do Estado, no rio Pelotas, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, no rio Piracicaba, no rio Tietê e em muitos outros locais, sempre em auxílio às comunidades atingidas por calamidades públicas.
Estandarte, por definição, é uma bandeira de guerra, é a insígnia de uma organização militar. Representa e simboliza uma Unidade.
O Estandarte do 2º Batalhão de Engenharia de Combate apresenta a seguinte descrição heráldica:
“Forma retangular, tipo bandeira universal, com campo azul-turquesa. Em brocante e em abismo um escudo peninsular português, com bordadura de branco filetada de ouro e carregada por oito besantes, também em ouro, alusivos às descobertas auríferas feitas pelo bandeirante Borba Gato.
Campo do escudo cortado, primeiro de prata carregado de uma águia bicéfala voante e de negro, simbolizando a missão do Batalhão voltada tanto para a paz quanto para a guerra, tendo no peito um castelo, distintivo da Arma de Engenharia, encimando o número 2, tudo de ouro; segundo campo partido, primeiro de azul-celeste, carregado de um arcabuz de ouro posto em banda, principal arma usada pelo bandeirante; segundo de vermelho carregado de um gibão de ouro representando sua armadura. Dividindo os campos e peças um filete de ouro. Encimando todo o conjunto, a denominação histórica “BATALHÃO BORBA GATO” em arco e de ouro. Franja de ouro em toda volta do campo. Laço militar com as cores nacionais, tendo inscrito em caracteres de ouro a designação militar: 2º BE Cmb”.
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O 2º Batalhão de Engenharia de Combate foi criado pelo Decreto Reservado nº 21.134-A, de 15 de Maio de 1946. O Batalhão traz consigo as tradições da Unidade Militar que o precedeu junto à antiga 2ª Divisão de Infantaria, o 5º Batalhão de Engenheiros - 1908, transferido de Cáceres-MT para São Paulo-SP, em 1919, com a denominação de 2º Batalhão de Engenharia.
Todavia, o trabalho de seus antecessores, além de encerrar um brilho institucional de Força Armada, também é herdeiro do legado de bravura, arrojo e audácia dos pioneiros de nossa terra, os bandeirantes, de cujo rol emprestou-se à denominação histórica de “Batalhão Borba Gato”.
Tendo crescido em solo herdado dos brasileiros que fizeram ecoar o ''Grito do Ipiranga”, o 2º BECmb é hoje um símbolo de presença militar em Pindamonhangaba, perpetuando os mesmos valores da Guarda de Honra Imperial, que saindo de nossa “Vila Real” em 21 de agosto, acompanhou o Príncipe Regente até o histórico 7 de setembro de 1822.
Desde 15 de maio de 1946, são 61 anos de existência em que a Engenharia Militar de Pindamonhangaba contribuiu com uma ampla folha de serviços prestados à sua região.
Por meio de um trabalho ininterrupto e honroso, formou turmas de soldados aptos a defender a Pátria, fazendo-os desempenhar, desde missões convencionais de combate até as atividades logísticas e trabalhos técnicos, envolvendo serviços especializados.
Não raro foram as ocasiões em que botes militares para transporte de tropa, aliados a passadeiras (pontes flutuantes para pedestres) e portadas (balsas), resgataram vidas e pertences, fornecendo a ajuda necessária aos flagelados. Durante calamidades, ou mesmo em treinamento, pontes de elevada capacidade foram construídas com emprego de diversos materiais em variadas situações .
A imagem dessas obras sempre tem sido como bálsamo para a fadiga do árduo trabalho dos homens da Engenharia.
Tudo o que possamos relatar traz, de algum modo, as lembranças das Unidades que nos precederam, como por exemplo o 4º Corpo de Trem, aqui instalado de 1914 a 1919, sucedido pela 2º Companhia de Transmissões, nos anos de 1930 a 1932 , ou o 12º Regimento de Cavalaria Independente, de 1932 a 1939, que foi substituído pelo 2º Batalhão do 5º Regimento de Infantaria até 1943. Mais adiante encontramos a 1º Companhia do 2º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria, de 1943 a 1945 e , finalmente, o 2º Batalhão de Carros de Combate Leve, que em 1947 passou à Engenharia o atual aquartelamento.
ORIGEM: 5º BATALHÃO DE ENGENHEIROS (CÁCERES-MT,
1908)
DENOMINAÇÕES ANTERIORES: 5º BATALHÃO
DE ENGENHEIROS (1908) e 2º BATALHÃO DE
ENGENHARIA (1919)
DATA DE CRIAÇÃO: 15 DE MAIO DE 1946
(2º BE Cmb)
DENOMINAÇÃO ATUAL: 2º BATALHÃO DE
ENGENHARIA DE COMBATE (2º BEC)
DENOMINAÇÃO HISTÓRICA: BATALHÃO
BORBA GATO, EM HOMENAGEM AO BANDEIRANTE
MANUEL DE BORBA GATO (SEC XVII ),
DESCOBRIDOR DAS MINAS DE OURO DE SABARÁ
(MG)
HISTÓRICO
DO PRÉDIO
CONSTRUÇÃO: FINAL DO SÉCULO XIX
TIPO: ALVENARIA
ESTILO: NEOCLÁSSICO
INAUGURAÇÃO DO PISO SUPERIOR: 1968
Sede das
Instalações
MERCADO MUNICIPAL (FINAL DO SÉCULO XIX A
1914)
4º CORPO
DE TREM (1914 1919)
DESOCUPADO
DE 1920 A 1929 DEVIDO A EXTINÇÃO DO 4º
CORPO DE TREM, EM 1920.
2ª
COMPANHIA DE TRANSMISSÕES (1930-1932)
12º
REGIMENTO DE CAVALARIA INDEPENDENTE
(1932-1939)
2º
BATALHÃO DO 5º REGIMENTO DE INFANTARIA
(1939-1943)
1ª
COMPANHIA DO 2º BATALHÃO DO 6º REGIMENTO
DE INFANTARIA (1943-1945)
2º
BATALHÃO DE CARROS DE COMBATE LEVE
(1945- 1947)
2º
BATALHÃO DE ENGENHARIA DE COMBATE (1947
ATÉ A PRESENTE DATA)
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| 11 MAR 1947 A 24 MAI 1948 |
17 ABR 1950 A 11 JUN 1951 |
11 JUN 1951 A 10 NOV 1952 |
12 FEV 1953 A 15 AGO 1955 |
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| 15 AGO 1955 a 27 MAI 1958 |
28 MAI 1958 A 25 jUN 1961 |
25 AGO 1961 A 31 OUT 1963 |
31 OUT 1963 A 21 ABR 1964 |
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| 01 JUN 1964 A 16 JAN 1967 |
21 FEV 1967 A 10 ABR 1969 |
10 ABR 1969 A 07 MAI 1971 |
07 MAI 1971 A 21 JAN 1974 |
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| 12 MAI 1974 A 09 JAN 1976 |
09 JAN 1976 A 31 MAR 1977 |
01 ABR 1977 A 29 JAN 1980 |
29 JAN 1980 A 18 FEV 1981 |
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| 18 FEV 1981 A 24 FEV 1983 |
25 FEV 1983 A 28 FEV 1985 |
28 FEV 1985 A 28 JAN 1988 |
28 JAN 1988 A 29 JAN 1990 |
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| 08 MAR 1990 A 27 NOV 1992 |
27 NOV 1992 A 19 JAN 1995 |
19 JAN 1995 A 29 JAN 1997 |
29 JAN 1997 A 01 FEV 1999 |
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| 01 FEV 1999 A 31 JAN 2001 |
31 JAN 2001 A 29 JAN 20033 |
29 JAN 2003 A 26 JAN 2006 |
26 JAN 2006 A 26 JAN 2009 |
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Um dos mais célebres bandeirantes, viveu no século XVII. Era genro de Fernão Dias. Participou da grande bandeira chefiada pelo sogro e organizada com o objetivo de encontrar esmeraldas. Fernão Dias, pressentindo que iria morrer, confiou a Borba Gato os destinos da expedição. Além dessa, chefiou outras bandeiras, de 1680 a 1700, vivendo praticamente nas selvas. Seu nome está ligado ao descobrimento das minas de Sabará e ao desbravamento das terras próximas ao Rio das Velhas. |
O rei de Portugal enviara ao Brasil Dom Rodrigo Castelo Branco, fidalgo espanhol, para que inspecionasse as minas de ouro, sobre as quais a metrópole se julgava com direito.
Encontrou-se o enviado do rei com o bandeirante, houve alteração entre eles, pois que ambos possuíam gênio impetuoso. Dois pajens de Borba Gato, presenciando a violência da discussão e temendo pela vida do sertanista, acabaram por matar o fidalgo espanhol. Borba Gato foi responsabilizado npelo assassinato e obrigado a refugiar-se no sertão. Foi recebido por uma tribo que habitava as imediações do Rio Doce. Os índios dispensaram-lhe grandes hospitalidades, proporcionando-lhe uma vida de relativa tranqüilidade. Avançando em idade, pediu à sua família, em São Paulo, que intercedesse junto ao governador no sentido que seu nome fosse reabilitado. Como compensação, ele se comprometia a revelar a localização das minas de ouro que descobrira.
Sua proposta foi recebida pelo governador e o bandeirante pôde retornar ao convívio dos seus familiares. Ainda mais, o governador nomeou-o Tenente General da região das minas, com a função de recolher para a metrópole os quintos de ouro, conforme mandava a lei. E assim, Borba Gato pôde terminar seus dias em paz, depois de uma vida de sacrifícios e dissabores. Tão aventurosa foi sua existência que seus feitos tornaram-se lendários, proporcionando ao povo a criação de inúmeras e interessantes estórias.
Nome completo: Manuel de Borba Gato
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