Olá gente, é muito legal contar a nossa história. Quando a contamos, relembramos nossa salvação e também somos tocados profundamente. Vamos lá:
Nasci em uma fazenda no interior de SP, numa cidade chamada Pindamonhangaba.

A fazenda chama-se Coruputuba, que quer dizer “CEMITÈRIO DOS INDIOS”. Tive uma infância maravilhosa nessa fazenda, onde havia ESCOLA, IGREJA, CINEMA, CAMPO DE FUTEBOL, CLUBE NAÚTICO, ARMAZÉM, FEIRA, E A FÁBRICA onde nossos pais trabalhavam. ERA UM PARAÌSO.

Minha casa ficava na parte menos nobre da fazenda, nós chamávamos o lugar de PÉ PRETO, pois na casa não havia água quente, banheiro com descarga, ou seja, o banheiro era uma casinha no fundo do quintal, o banho era de bacia, o fogão era a lenha, e a nossa condução era uma bicicleta Hércules. Uma infância simples, onde pude receber dos meus pais muitas dicas de como ser GENTE.
Foi nessa época que pela primeira vez percebi que a música faria parte da minha vida,

“FOI ASSIM” - Quando completei seis anos, minha irmã mais velha, a ”FIA”, deu-me de presente um disco dos BEATLES, um compacto simples, e eu imediatamente comecei a cantar junto com um primo, “DI”.

Meus pais eram operários da fabrica da fazenda, “uma fábrica de papel”. Eles faziam três horários, das seis as duas, das duas as dez, e das dez às seis da manhã, ou seja, sempre havia alguém dormindo em casa, e eu e meu primo sempre acordávamos alguém com o nosso canto.

Um dia pela manhã vi meu pai construindo um outro galinheiro, pois já tínhamos um.

A princípio não entendi, mas depois de pronto, ele fez também uma bateria de latas de tinta, microfones de cabo de vassoura, guitarras de madeira com cordas de arames bem fininhos, do poleiro ele fez uma arquibancada e também um palquinho. Ali nasceu o meu “ministério” de música. Todos os dias o galinheiro lotava com a galera da rua.
Cresci rodeado de muito amor e carinho e usufruindo de tudo que a simplicidade e a austeridade podem nos dar.

Dando um pequeno salto na história, vamos para os anos oitenta, onde comecei a me encantar com a NEIA, que viria a ser a minha esposa. Foi quando a namorei pela primeira vez e ali eu já tinha a certeza de que ela era a mulher da minha vida. Mas não durou muito tempo, pois nessa época, infelizmente, experimentei as drogas e durante quatro anos eu não construí nenhum relacionamento que mereça um bom comentário.

Drogas, bebidas, prostituição, baladas e uma ausência em minha casa. Realmente não produzi nada de especial.

Mas com dezoito anos, JESUS entrou em minha vida e tudo mudou. Mudou de tal maneira que comecei a produzir como nunca, TRABALHO, AMIZADES, ESPIRITUALIDADE, FAMILIA, ESPORTES, E PRINCIPALMENTE, A DESCOBERTA DA “CASTIDADE”.

Entendi que tinha que me preparar para a pessoa que DEUS iria me dar de presente, para seguir comigo na missão que ELE teria para mim.
Depois de dois anos DEUS me devolveu a Neia. Namoramos mais dois anos e meio e nos casamos. Eu já trabalhava na mesma fabrica em que meu pai trabalhou trinta e cinco anos, minha mãe trinta anos, e meu irmão vinte e oito anos.

Cresci profissionalmente, me tornei um profissional da mecânica, era animador de grupo de oração ,tivemos o nosso primeiro filho “FILIPE” e quando estávamos no nosso melhor momento FINANCEIRO, SOCIAL, RELIGIOSO, FAMILIAR, ETC… foi aí que recebemos o convite para morarmos na CANÇÃO NOVA.

Aceitamos o convite e em 1991 nos mudamos e começamos o melhor tempo das nossas vidas.
Bom, o restante da minha historia você já conhece, mas em breve eu também vou contar...

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