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LOCAIS HISTÓRICOS
Prédio da EEPSG "Dr. Alfredo Pujol"
Rua Barão Homem de Mello
Construído para abrigar o primeiro Grupo Escolar, que inicialmente funcionou em um prédio na praça Cornélio Lessa, teve suas obras iniciadas em meados de 1901 , com planta fornecida pelo Dr. Francisco Nogueira Viotti, sendo o construtor Santiago Stornini e sob orientação e fiscalização de Euclides da Cunha. Inaugurado em 1902, está situado num aprazível largo, fronteiro à Estação da Estrada de Ferro, e ocupa o centro de uma área de 2000 m2, toda fechada com muro.
O edifício é espaçoso, de arquitetura elegante : no centro há um pátio cimentado, suas janelas de arco pleno, tem as seguintes dependências : 10 salas de aula , 1 salão de festas e recepção, 1 gabinete para Diretor, 1 Biblioteca e 1 laboratório.
Chafariz do Padre Tobias
Rua Prudente de Moraes
Desde os primórdios de Pindamonhangaba o Chafariz é utilizado por todos, inclusive D. Pedro que, como dizem, saciou a sede no local.
No início era apenas uma bica, jorrando água da nascente, com o passar dos anos, passou por várias reformas e atualmente, nos mostra linda paisagem de Pindamonhangaba em 1818, cópia em azulejo do desenho original de Tomas Ender, que se encontra na Academia de Artes de Viena.
Figueira do Imperador
Centenária figueira, localizada no Bairro das Taipas e que a história registra como o local onde D. Pedro descansou antes de chegar a nossa cidade.
Santuário Mariano e Diocesano de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Igreja Matriz de Pindamonhangaba
Rua Deputado Claro César
Edificada em princípio do século XVIII, até nossos dias passou por grandes reformas, a primeira em 1841, quando teve a frente demolida, iniciando-se os alicerces do novo frontispício pelo pedreiro José Pinto dos Santos e pelo arquiteto Francisco Antônio Pereira de Carvalho. A igreja apresenta estilo gótico com frontispício alto e majestoso, ladeado por duas torres. O interior é ricamente ornamentado por vários altares e uma pia batismal. No Altar Mor venera-se a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira da cidade. A belíssima pintura do teto e porte posterior da nave central (atrás e sobre o altar), obra do grande artista Antonio Limones.
Na sua Capela Mor, estão sepultados os restos mortais de Antônio Bicudo Leme e do Padre João José de Azevedo - "Padre João".
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Palacete 10 de Julho
Rua Deputado Claro César
Construção iniciada em 1850 para ser a residência do Barão de Itapeva, o Capitão Inácio de Siqueira Salgado. Projetado e desenhado pelo construtor francês, Charles Peyroton; o projeto foi entregue ao mestre Francisco Antônio Pereira de Carvalho.
Quatro anos foram necessários para que as obras fossem concluídas, mas somente em 1856 o Palacete foi inaugurado. O prédio foi construído em três seções distintas: o porão, o térreo e o pavimento superior. Possui uma área de 1180 m2. Quando residência dos barões, o porão era moradia dos escravos, a capela e também onde se guardavam as carruagens. Quatro estátuas enfeitam a parte superior do prédio. Além da escadaria, que é vista desde a porta principal até o pavimento superior, existe outra parte interna. Essa escadaria dá acesso do porão até o segundo pavimento, isso sem a necessidade de passar pelo saguão de entrada.
O prédio atualmente abriga a Prefeitura Municipal e está tombado pelo Governo do Estado através do CONDEPHAAT.
Palacete Visconde da Palmeira
Construído no período de 1850 a 1854.
O Palacete em estilo neoclássico é considerado a única reminiscência da nobreza rural cafeeira paulista, o edifício foi construído em taipa de pilão e em três pavimentos, existindo na parte inferior um enorme porão Situado na Rua Marechal Deodoro. A fachada do prédio apresenta mais de sessenta janelas que são circundadas por uma sacada em toda sua extensão. Quatro estátuas feitas em cerâmica louçada do Vale do Sena, representando as estações do ano, ornamentam a parte superior do palacete. Nos fundos do prédio existe um terraço, rodeado por balaústres, considerado o mais alto do Brasil já construído em taipa.
Seus salões são trabalhados em madeira de lei e o piso do saguão da entrada é de mármore de Carrara. Atualmente abriga o "Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro I e Da Leopoldina" e, sob orientação do Dr. João Laerte Salles e Maria Ceres M. Salles está sendo totalmente restaurado, contando com a ajuda de artistas da terra que, com base em fotos antigas, recuperam detalhes do prédio. Carmem S. San Martin Costa, Fábio Pereira Mendes e Hélio Toshio Hatanaka utilizam a técnica de porcelana sobre azulejo formando quadros, Márcia Regina de Farias Chaves modela em argila, faz formas de silicone e reproduz em gesso detalhes da parede. Mauro Marcelão que além de fazer entalhe em madeira do brasão do Barão das Palmeiras, também é, juntamente com Reinaldo Fernandes, responsável pela reconstrução de portas, janelas e móveis. O prédio é tombado pelo Governo do Estado, através da CONDEPHAAT.
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Igreja São José
Praça Barão do Rio Branco
Esta Igreja é uma relíquia do período áureo do café em Pindamonhangaba.
Sua construção iniciada em 1840 e concluída em 1848, em substituição à primeira capela, que estava localizada ao lado do antigo mercado e foi destruída pelo tempo.Suas paredes são de taipa de pilão e seu tamanho é regular. A frente tem duas janelas e três portas, o corpo é de tamanho regular e tem janelas laterais, coro, tapa-vento, altar-mor e uma pequena sacristia. Na parede lateral viam-se diversos túmulos que abrigavam jazigos dos filhos de Pindamonhangaba, membros da Guarda de Honra de D. Pedro I.
Esses túmulos foram demolidos e os despojos reunidos em um só túmulo. A Igreja foi construída pela família Godoy, sendo destinada ao culto e também à capela cinerária.
Prédio tombado pelo Governo do Estado, através da CONDEPHAAT.
Cemitério Municipal
Rua Vitoriano Borges
Inicialmente, o Cemitério de Pindamonhangaba estava localizado onde hoje se encontra a escola "Dr. Alfredo Pujol" e a Estação da Estrada de Ferro. Para acolher a ferrovia, o cemitério precisou ser transferido, assim, em 1864, tendo o Barão Homem de Melo como Presidente da Câmara (nessa época o Presidente da Câmara exercia as funções de Prefeito), foi construído o novo Cemitério, sendo o construtor Francisco Antônio Pereira de Carvalho - "Chiquinho do Gregório" como era conhecido, ao qual, por ironia do destino, coube inaugurar a necrópole; o primeiro corpo a ser sepultado foi o seu, a 16 de outubro de 1864.
Palacete Tiradentes
Praça Barão do Rio Branco
Construído em 1864, por Francisco Antônio Pereira de Carvalho, seu estilo prendia-se ao sobradões do Segundo Império e posteriormente lhe foi dada feição Neoclássica pelo arquiteto francês Charles Peyronton. As paredes externas foram feitas em taipa de pilão e as internas de pau-a-pique, nos lados é decorado por cimalhas que ostentam jarrões e pinhas ornamentais.
Em seus quatro lados, ostentam estatuetas representativas aos continentes. Situa-se no centro da praça, sem quintal e sem vizinho, acontecendo o mesmo com os prédios que estão ao lado: Igreja São José e o Correio, fato raro de se encontrar na região. Abrigou a CÂMARA MUNICIPAL no andar superior e o QUARTEL DE POLÍCIA com a PRISÃO no andar inferior. A partir de 1913 passa a abrigar a ESCOLA DE FARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE PINDAMONHANGABA.
Em 1928 o prédio foi doado a uma Congregação Religiosa e passou a funcionar como uma escola: EXTERNATO SÃO JOSÉ, até 1976 que, vendido a particulares, sofreu grande reforma e a partir de 02 de fevereiro de 1984 volta a funcionar ali a CÂMARA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA.
Prédio tombado pelo Governo do Estado, através da CONDEPHAAT.
Estrada de Ferro
Rua Martins Cabral
Em 16 de dezembro de 1876 foi a primeira vez que se ouviu o silvar da locomotiva nesta cidade, e no dia 18 de janeiro de 1877 realizava-se a inauguração da Estrada da Ferro São Paulo e Rio de Janeiro. Na estação de Pindamonhangaba, muitos foram os festejos para comemorar a chegada da locomotiva: duas bandas de música, discursos acompanhados de brindes, baile no Palacete das Palmeiras e um espetáculo de gala com o teatro repleto.
Atualmente, pela Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA, circulam anualmente cerca de 6 milhões de toneladas de areia, cimento, minério de ferro, produtos siderúrgicos, gusa/sucata, contêineres e outros.
Bosque da Princesa
Rua Cornélio Lessa
Nossa cidade possui um dos mais lindos logradouros públicos do Vale do Paraíba: o Bosque da Princesa. Localizando as margens do Rio Paraíba, margem direita..
Anteriormente chamava-se Largo do Porto até 1869, nesse ano recebeu o nome de Largo do Ipiranga, em 1879, a Câmara Municipal, querendo prestar uma homenagem a um filho ilustre de Pindamonhangaba, deu-lhe o nome de Praça Cornélio Lessa. Em 1868 o local foi totalmente reformado, contratados vários botânicos e engenheiros para formar ali um belo jardim. Plantaram árvores de essências raras e madeiras de lei, construíram caminhos e alamedas, colocando bancos em vários pontos.
A partir daí, as árvores foram crescendo e formou-se um magnífico bosque, que em 1952, pela Lei n° 113 de 28 de maio, foi denominado "Bosque da Princesa". O local foi cercado várias vezes, a princípio por uma cerca de arame, mais tarde por um muro, e em certa época foi construído um artístico portão (reconstruído posteriormente), tendo no alto o Brasão da Cidade. A partir de 1972, vários melhoramentos foram introduzidos: parque infantil, sanitários, lagos artificiais com peixes e patos, pontos, coreto e caminhos calçados. No local funciona a Biblioteca Pública Municipal "Ver. Rômulo Campos D'Arace".
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Praça Monsenhor Marcondes
Centro
Principal praça da cidade, denominada até 1860 de Praça Formosa, mais tarde Praça do Imperador, Praça de Teatro e, em 1863, Praça Monsenhor Marcondes, por ocasião do falecimento desse ilustre sacerdote.
A Cascata, construída pelo hábil Joaquim Barbudo (como era conhecido na época), foi decorada com figuras imitando animais, jacaré, coelho, sapo, e recebe água vinda da Reserva Ecológica do Trabiju, ao cair, forma um regato com duas pontes e uma plataforma.
Na praça pode-se ver o obelisco em homenagem aos Oficiais Pindenses da Guarda de Honra do Príncipe D. Pedro, os bustos de Athayde Marcondes e do Dr. Antônio Pinheiro Júnior.
Usina Isabel
Ribeirão Grande
Em 27 de Julho de 1911 foi a inauguração com pompas a iluminação pública por eletricidade, contratada com o empresário Dr. Ricardo Villela pelo Prefeito Dr. Benjamim Pinheiro.
A eletricidade que abastecia Pindamonhangaba vinha de Paraisópolis, em Minas Gerais. Como o custo com a manutenção da linha era muito alto, foi construída aqui em Pinda, ás margens do Rio Paraíba , uma Usina a Vapor (queima de lenha), permanecendo em funcionamento até 1915.
Em 1915 é então construída, pela Empresa de Eletricidade de São Paulo - Rio de Janeiro, a USINA ISABEL, aos pés da Serra da Mantiqueira (bairro do Ribeirão Grande), aproveitando a maior queda livre de água da América do Sul e a 3a do mundo, com 930 metros de desnível.
Com maquinário todo importado, geradores canadenses e turbinas alemãs, a Usina inicialmente abastecia Taubaté, Tremembé, Pindamonhangaba e Lorena.
Hoje a Usina administrada pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), encontra-se desativada mas em manutenção, porém seria suficiente para alimentar a cidade na área residencial e comercial, oferecendo 1250 Kwatt's/hora por gerador.
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CORUPUTUBA
Moreira César
Em 1911, Dr. Cícero Prado, jovem advogado recém formado, compra a Fazenda Coruputuba. A terra é pobre, coberta por guamirins e barba de bode e, a parte baixa, dominada pelo Rio Paraíba. Foram precisos vários quilômetros de dique para domar o Rio e iniciar uma das primeiras plantações de arroz do Vale do Paraíba. Devido a grande quantidade de palha de arroz, em 1927, Dr. Cícero Prado, com visão de grande empresário, funda a primeira fábrica de papelão, montada por técnicos alemães, que vem a produzir de 400 à 500 quilos por dia. A partir daí, mais quatro máquinas foram instaladas, produzindo cartolina de várias qualidades, papel Kraft, papel pergaminho em vários padrões, papel fosco, papel impermeável, alem do célebre produto "Coru-Bond" e do "Super-Bond". Coruputuba torna-se a maior fábrica de papel da América do Sul.
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