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CURIOSIDADES

O Bairro do Borba

Ocimar Barbosa

Antes, caminhava-se por estradas de terra, mas agora, felizmente, o asfalto facilita o acesso até o Borba, bairro que mudou muito nos últimos anos. Partindo da rodoviária nova de Taubaté, deve-se tomar uma estrada se apresenta logo após ultrapassar o viaduto da DER, por baixo da Via Dutra.

A região é cercada pelos bairros Ipiranga, Pinhão do Borba, Sete Voltas, Pouso Frio, Malacacheta, Pinhão do Uma, Monjolinho, Freguesia, Macuco, Pedra Grande, entre outros e ainda há dúvidas sobre sua jurisdição em determinados pontos, já que ali estão os limites de Taubaté e Pindamonhangaba. É essa divisa entre os dois municípios é parte de uma bacia hidrográfica localizada na Serra do Quebra-Cangalha.

Essa região, que estende-se até Guaratinguetá pelo leste e às terras de Ubatuba pelo sudoeste (Serra do Mar) teria sido propriedade do lendário bandeirante Manoel Borba Gato (1628-1718). O nome do Bairro do Borba seria então, uma alusão ao sertanista.

natural de São Paulo, Borba Gato era genro de um dos principais bandeirantes da história dos desbravamentos, Fernão Dias Paes Lemes (Caçador de Esmeraldas).

Segundo relatos, Borba Gato era suspeito do assassinato do fidalgo espanhol Dom Rodrigo de Castelo Branco, administrador-geral das minas em 1682. Tornando-se foragido da lei, Borba gato teria se refugiado na região do Quebra-Cangalhas até que a acusação foi desfeita.

No entanto, um antigo sobrado de dois andares e que hoje já não mais existe, desafia a curiosidade de historiadores. Os cidadãos mais antigos do Borba falam da existência de um antigo casarão mal assombrado que existiu há mais de 200 anos e que abrigou muitos escravos.

O velho sobrado, dizem, pertenceu a um certo fazendeiro de nome Márcio Leite. O Ribeirão José Manoel, durante muitos anos, foi chamado de ribeirão do sobrado, dizem os mais antigos que ainda lembram as histórias do cemitério que ficava nas imediações do velho casarão. O pequeno cemitério teria sido construído durante o temível surto de varíola que dizimou  boa parte da população do bairro nos anos 1903 e 1904.

Fonte: Memorial do Borba do jornalista e escritor Camões Filho



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